Os Conceitos

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Os conceitos

Os conceitos descrevem as essências dos seres vivos e suas leis de evolução. Os seres vivos têm conceitos intrínsecos. Ou seja que existem neles e só precisam ser descobertos. Os seres inanimados têm conceitos extrínsecos. Os seres inanimados têm os conceitos que lhes são atribuídos de acordo com sua funcionalidade.

Os conceitos determinam o comportamento lógico e pré-lógico dos seres vivos. Por isso a estrutura dos conceitos é transcultural, já que corresponde a cada espécie um conceito genérico que a define como tal, e atemporal, enquanto a espécie não se extinga.

O conceito como regulador da evolução

Um conceito descreve a estrutura funcional essencial que regula a evolução. Pode ser intrínseco a um ser vivo e regular sua evolução em cujo caso determina uma funcionalidade. Mas existem conceitos extrínsecos que são os que os homens depositam nos sujeitos ou objetos que os rodeiam. Nesse caso os conceitos determinam uma credibilidade de funcionalidade.

Um conceito está dado por três elementos dos quais o propósito ou função substantiva define a função vital do ser vivo. O propósito de todo organismo vivo é manter-se vivo.

A função verbal cumpre a função de ação para que o ser vivo evolua e portanto está implícita nela a entropia. A função adverbial tem por objetivo conservar a energia do ser vivo, e portanto limitar a ação do verbo para que o propósito não mude.

A evolução de uma realidade, quando conhecemos o mapa de conceitos, por tratar-se de conceitos extrínsecos, começa sempre por uma modificação da ação, da função verbal.

Um exemplo: o sistema nervoso

Se observarmos a funcionalidade do sistema nervoso no homem e a avaliarmos em forma conceitual, veremos que se o sistema motor fizesse ações disfuncionais à função vital, por exemplo pôr uma mão no fogo, o sistema sensitivo precisaria desenvolver uma máxima capacidade de suportar a dor para que a situação não se desequilibrasse.

Mas, chega um momento em que o sistema sensitivo não pode compensar a ação disfuncional do sistema motor e se produz uma retirada da mão do fogo ou uma alteração funcional da mão que o homem pôs no fogo, perdendo a funcionalidade vital da mesma.

A zona de funcionalidade do membro desaparece e sua função se faz “0” (zero). Deixa ali de cumprir sua função no organismo vivo que precisa compensar sua falta com outras funções que possam cumprir o mesmo rol e tarefa.

As mutações

Denominamos mutação a toda mudança estrutural do propósito de um ser vivo, ou de algum de seus “subsistemas vitais”. Quando um membro ou parte se anula por alguma razão não “traumática” e se transmite às seguintes gerações, falamos de mutação.

É muito diferente o efeito que produz uma modificação de uma função de acordo com o rol que cumpra. Quando se produz uma modificação no propósito de um conceito é porque se produziu uma mutação.

Quando se produz uma modificação na função adverbial há possibilidades de que se produza uma mutação, e embora não se produza, o sistema perde sua estabilidade e gerará uma mudança na função ver-bal. A mudança na função verbal é o que menos peso tem em uma primeira instância.

Socialmente falando, existe mutação quando há uma mudança de hábito em uma sociedade. Nos hábitos de uma sociedade estão implícitos seus verdadeiros propósitos.

O campo unificado

Quando descrevemos uma teoria de evolução estamos falando de leis universais que se aplicam sobre campos reais. Para apreender os campos reais o homem tem como limitação sua própria capacidade de percepção. Por isso é que diferentes pessoas são capazes de apreender diferentes realidades.

Do ponto de vista objetivo a realidade é uma só e a definimos como um campo unificado limitado por uma decisão arbitrária embora funcional do homem.

A amplitude do campo unificado depende da capacidade de adaptação ao meio. A capacidade de adaptação é do indivíduo que participa. Quando o indivíduo só procura deixar-se levar pelo meio e se submete a ele, é impossível para o indivíduo adaptar-se. O mesmo ocorre quando pretende dominá-lo.

Nem submetidos, nem opositores, nem dominantes podem apreender um campo unificado. Esta é uma limitação da própria mente do homem.

Operar no campo unificado de uma realidade particular, acionando nele e com ele, requer uma prévia capacidade de apreendê-lo. Embora o campo unificado de uma realidade inclua seus aspectos mais abstratos, não há possibilidades de apreendê-lo realmente se não inclui os aspectos mais concretos.

A operação é a demonstração de que alguém apreendeu a essência de uma realidade. A palavra sabedoria tem sua origem no fato de “saber fazer”.

A profundidade com que se pode apreender um campo unificado depende do tipo de pensamento dos indivíduos. As pessoas podem apreender campos unificados em seus aspectos mais operativos ou chegar até onde podem, mas sempre incluindo seus aspectos operativos.

Os diferentes tipos de pensamento implicam distintas profundidades de apreensão de um campo unificado.

Muitas vezes, atuar sobre um campo unificado não requer dirigir aspectos essenciais, já que estes últimos não são funcionais ao que alguém quer fazer. Por exemplo, para fazer um programa em um computador não se precisa necessariamente conhecer os aspectos conceituais do computador.

As falácias são mecanismos que evitam apreender o campo unificado em sua profundidade. Quando um indivíduo está superado por uma realidade tem dois caminhos possíveis: aceitá-la, com o qual pode procurar apreendê-la ou não, ou “resolver” o conflito mediante falácias.

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