O manejo com a conjunção "e"
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Os sistemas complexos são integradores da realidade e por isso em sua construção só intervém a conjunção “e”. Não existe a disjunção “ou”.
Isto faz desaparecer os juízos de valor subjetivos que são naturalmente disjunções e faz aparecer os juízos funcionais dentro da conjunção de elementos que integram uma realidade.
A mente é naturalmente dual. Os neurônios estão em posição de aceso ou apagado. Para que um neurônio se acenda tem que haver uma estimulação de energia que supere um limite para que funcione.
Construir conjunções sobre a base das disjunções que dá a rede neural que tem o cérebro, implica pôr em movimento um “gigantesco” número de neurônios, cuja integração se leva a cabo pela conjunção de uma série de disjunções.
É por isso que o nível de energia que se requer para ver a realidade como um “e” dos diferentes componentes é muito alto. A utilização desta conjunção implica a avaliação da funcionalidade dos componentes à luz da funcionalidade de um sistema complexo.
Abordar a realidade com a conjunção “e” implica, além de um grande esforço, uma dificuldade de compreensão para o homem comum, que se maneja dentro do senso comum que se apóia em disjunções “ou”. “Ou” é bom “ou” é mau. Na conjunção é bom “e” mau.
O “e” compreende ao “ou” mas o “ou” não compreende ao “e”. Não há disputa com “a verdade” que, como tal, é a integração “e” como absoluto.
Aceito que todos os elementos se integram em uma conjunção, pode-se começar com o processo de aprendizagem de leitura de conceitos já descobertos.
