Glossário Unicista

Origem: The Unicist Wiki Library, a enciclopédia livre.

Conteúdo

Análogo:

Dois elementos são análogos quando têm a mesma funcionalidade operativa. Um pássaro e um avião são análogos em sua função de voar.

Anticonceito:

É uma estrutura conceitual cuja funcionalidade está na destruição de um conceito. É base dos paradoxos e se sustenta nas falácias. Quando entra em contato com o conceito, ambos desaparecem.

Argumentação:

Expressão livre de uma opinião sobre algo que não inclui fundamentos. O argumen-to afirma ou nega coisas em função de uma percepção subjetiva de uma realidade.

Arquétipo:

Estrutura conceitual que subjaz às condutas de um indivíduo, grupo ou sociedade, que estabelece uma estrutura de automatismos com os que se responde em forma espontânea.

Atratores:

São, segundo a teoria do caos, elementos que ordenam o caos. Existem atratores de ponto, cíclicos, torus e estranhos. Os atratores estranhos são “drivers” da funciona-lidade dos sistemas complexos.

Biblioteca de objetos:

Estrutura que alberga os conteúdos dos objetos desenhados em um sistema simples ou complexo. Quando o sistema é complexo os objetos cognitivos são os que orde-nam a biblioteca de objetos.

Campo unificado:

Uma parte da realidade sobre a que se quer influir. Funciona como um sistema aberto que permite pôr limites arbitrários à realidade para fazê-la operável.

Caos:

Situação imprevisível para o observador ou participante.

Capital social:

Sistema de relações que determina uma sinergia em um grupo ou sociedade. O capital social está conformado pela fortaleza das relações na hora de procurar obter um objetivo.

Complementaridade:

Situação na qual dois elementos, entes, ações ou idéias se integram porque cada um tem o que lhe falta à outra parte e têm um elemento em comum. Na comple-mentaridade sempre prevalece o propósito de uma das partes em forma consensual com a outra.

Conceito:

É a estrutura lógica ou pré-lógica que regula a evolução dos seres vivos ou de vida virtual. É, além disso, o “driver” da estrutura dos sistemas complexos.

Conceito essencial:

É o conceito mais profundo que estrutura um campo unificado particular. É uma estrutura de informação que regula o comportamento mais essencial que determina a evolução em longo prazo do sistema complexo no qual influi.

Conceitos extrínsecos:

São os conceitos que o homem deposita nos entes, ações, idéias e objetos dos quais faz uso e que determinam sua funcionalidade estrutural.

Conceitos funcionais:

São os “drivers” das condutas dos seres vivos ou de vida virtual e os que descre-vem a estrutura funcional dos sistemas complexos.

Conceito intrínseco:

É o conceito que regula um sistema complexo, seja um ser vivo ou de vida virtual, determinando sua funcionalidade sem depender da percepção de um observador.

Conceito operativo:

É o conceito que integra a ação (função verbal) dentro dos limites que estabelece a função adverbial. O propósito se dá por existente.

Contração:

É a função cujo objetivo é evitar que domine o instinto de morte sobre o instinto de vida. É uma situação onde predomina o “thanatos”.

Coisificação:

Situação onde as ações funcionais de valor se transformam em fins em si mesmos e geram o funcionamento materialista, que é uma forma de funcionalidade anticon-ceitual.

Dialética Unicista:

Descreve a dupla dialética: por um lado, entre o valor central e o valor antitético, e por outro, entre o valor central e seu valor homeostático. Ao mesmo tempo, as duas relações se integram por procurar o propósito do mesmo valor central.

Drivers:

São os conceitos funcionais de uma realidade que determinam sua evolução. São os que na teoria do caos se denominam atratores estranhos funcionais não essenciais.

Efetividade:

A integração de eficiência e eficácia.

Eficácia:

A capacidade de um indivíduo para produzir resultados responsavelmente.

Eficiência:

A capacidade potencial que têm os sistemas, simples ou complexos, para produzir resultados.

Elemento desequilibrador:

Denomina-se assim ao elemento antitético. (Ver suplementaridade.)

Elemento equilibrador:

É um sinônimo de elemento homeostático. (Ver complementaridade.)

Estereótipo de estilo estratégico:

Denomina-se assim a um estilo estratégico estratificado que perde a capacidade de adaptação dinâmica ao meio, sente ameaçada sua sobrevivência e tenta obter bene-fícios à custa do meio.

Estilo estratégico:

Descreve a forma em que um indivíduo influi no meio em que atua e como maneja a influência do meio sobre ele.

Estilos de vida:

Descreve a forma em que um indivíduo se adapta aos mandatos que recebe da sociedade onde se integram os valores da cultura, seu arquétipo e seu estilo estratégico predominante.

Estrutura funcional:

A estrutura funcional determina as relações estruturais de um sistema simples ou complexo. Quando é complexo a estrutura funcional está composta pela estrutura conceitual que regula sua evolução.

Estratégia de máxima:

É a estratégia cujo resultado depende do meio no qual um indivíduo, grupo, ou instituição estão atuando. A influência do ator não alcança para assegurar um resul-tado de uma ação estratégica.

Estratégia de mínima:

É a estratégia cujo resultado depende do indivíduo ou do grupo de indivíduos que está atuando. A influência do ator é suficiente para assegurar o resultado que se procura.

Estrutura de conceitos funcionais:

É a estrutura de “drivers” que regula a evolução de um sistema complexo.

Estrutura do conceito:

É a estrutura que está composta, de um ponto de vista lógico, por: um valor central, um valor antitético e um valor homeostático. De um ponto de vista semântico, é a estrutura que está composta por: uma função substantiva, uma função verbal e uma função adverbial. De um ponto de vista funcional, está composta por: um propósito, um procedimen-to e uma guia de ação. De um ponto de vista social, está composta por: um objetivo tabu, uma função utópica e uma estrutura mítica.

Etapas de evolução:

Etapas que descrevem o ciclo de evolução de uma situação onde a ontogênese e a filogênese redundam.

Ética:

Regra de jogo de um indivíduo, grupo, instituição ou sociedade que tem uma estru-tura funcional, uma moral dominante e uma ideologia que a sustenta.

Evolução:

Ciclo ascendente medido em termos de melhora da espécie.

Expansão:

Situação onde predomina o crescimento e o instinto de vida.

Experiências análogas:

São aquelas nas quais a funcionalidade é similar.

Falácia:

Estrutura lógica na qual as crenças e as necessidades de um indivíduo influem para criar percepções falsas, mas funcionais a ele.

Falsação:

Processo no qual se busca determinar que alguma hipótese é falsa. Quando não se pode demonstrar que algo é falso, considera-se “não falso”. Na linguagem cotidia-na se considera verdadeiro.

Forças gravitacionais:

São as forças externas a um campo unificado que influem em sua evolução.

Função adverbial:

É a função homeostática que busca sustentar à função substantiva da modificação proposta pela função verbal. (Ver complementaridade.)

Função contrativa:

É a função que procura evitar a morte de um sistema (simples ou complexo).

Função expansiva:

É a função que procura fazer que um sistema (simples ou complexo) se expanda fora do âmbito do campo unificado em que opera.

Função substantiva:

É a função que determina, desde uma análise semântica do conceito, seu propósito.

Função verbal:

É a função que determina, desde uma análise semântica do conceito, as ações, e estabelece as utopias de ordem superior que procuram modificar seu equilíbrio.

Funcionalidade vital:

Objetivo último dos seres vivos.

Funcionamento paradoxal:

A funcionalidade que obtém um resultado oposto ao que aparentemente procura obter.

Fundamentação:

Uma argumentação que contém informação que a faz razoável, compreensível e comprovável.

Guia de ação:

É o elemento homeostático de um conceito (ver complementaridade), que procura evitar que a utopia estabelecida na ação modifique o propósito do conceito.

Higiênico:

É um elemento da realidade que se estiver, não adiciona valor, mas que se não estivesse, faria falta.

Homólogo:

Dois elementos são homólogos quando têm a mesma característica essencial. A baleia e o cão são homólogos quanto a sua condição de ser mamíferos.

Idéia:

Estruturação intelectual de uma realidade. É a base da abordagem dos conceitos para as pessoas de pensamento analítico.

Intrínseco:

Aspecto funcional interno de uma realidade cuja existência não está sujeita à per-cepção de outros.

Invariáveis transculturais:

Estruturas funcionais do homem que são homólogas em todas as culturas, como a busca de segurança e liberdade.

Involução:

Ciclo descendente ou processo no qual uma realidade se degrada em termos de melhoramento da espécie.

Liberdade:

Estrutura interna que permite ao indivíduo adaptar-se a realidades cambiantes em forma responsável.

Lógica unicista:

Estrutura lógica apoiada na conjunção “e” com prescindência da disjunção “ou” que permite apreender realidades complexas.

Mito:

Função adverbial que limita as ações dos indivíduos e das sociedades para assegu-rar o cumprimento do propósito da melhora da espécie.

Moral:

Estrutura conceitual que procura satisfazer as necessidades de uma sociedade, as necessidades de transcendência e as dos indivíduos.

Objeto:

Elemento que tem um conceito e propósito a atingir, para o que busca adicionar valor com um nível de qualidade assegurada que o faz confiável e susceptível de ser predito.

Opinião:

Exteriorização de um juízo de valor sobre algo. É essencialmente subjetiva. Quan-do está fundamentada toma a forma de fundamentação.

Pensamento dual:

A forma natural e básica de pensar do homem, à qual recorre cada vez que tem dificuldades que não pode manejar.

Pensamento estratégico:

É o pensamento com o qual o indivíduo aborda a realidade como um sistema com-plexo procurando influir sobre a mesma.

Pensamento integrador:

Pensamento que integra a realidade a partir da conjunção “e”, deixando de lado a disjunção “ou”.

Preconceitos:

Estruturas estratificadas de conceitos que o indivíduo tem a partir de experiências anteriores. São, além disso, o caminho natural para abordar a realidade em forma automática sem raciocínio real.

Procedimento:

É o caminho pelo qual entra em ação um conceito em termos funcionais.

Propósito:

É o objetivo que busca obter uma estrutura conceitual. É a função substantiva de qualquer realidade.

Ponto de utopia:

É o ponto no qual uma realidade passa a ser “absoluta” e assim deixa de ter exis-tência real.

Reflexão:

Processo para a abordagem da realidade que começa em um indivíduo com a pro-jeção de suas próprias opiniões, e continua com a introjeção da realidade externa, até que a realidade interna e a realidade externa fiquem uma. Esta abordagem ocor-re dentro de um processo de ação real no campo unificado em que se pretende influir.

Segurança:

É a necessidade do homem de ter uma estrutura interna a qual se aferrar para não cair em situações de caos ou depressão.

Sistemas complexos:

São sistemas que estruturam campos unificados abertos ao meio, cujo resultado resulta imprevisível para o homem comum.

Sobre-contração:

É uma situação onde no lugar de evitar a morte, se provoca. Produz-se a implosão do sistema.

Sobre-expansão:

É uma situação onde, à força de expandir-se, provoca-se a explosão de um sistema.

Subconceito:

É um subsistema complexo dentro de um sistema complexo.

Subsistência:

É a situação de um indivíduo, instituição ou sociedade onde existe um marco de segurança que assegura a sobrevivência.

Sobrevivência:

É a situação na qual a sobrevida está ameaçada ou pelo menos se percebe como tal.

Suplementaridade:

É a relação entre elementos cujos propósitos e funções verbais redundam, mas têm um elemento homeostático diferente, por isso procuram objetivos diferentes. Um dos elementos tem um advérbio que estabelece um “mito” de ordem superior que propõe uma evolução da realidade.

Tabu:

Toda situação socialmente inaceitável ou incomunicável a risco de gerar uma situ-ação caótica.

Tipo de pensamento:

Estrutura mental para abordar a realidade. Os tipos de pensamento com relação à abordagem da realidade são quatro: o operativo, o analítico, o científico e o conceitual.

Tipologia:

Denomina-se tipologia à estrutura particular que toma o inconsciente coletivo de uma sociedade, setor, segmento ou indivíduo, que determina o propósito que ele ou os indivíduos procuram do ponto de vista estrutural.

Unicista:

Enfoque operativo, científico e filosófico para abordar a realidade como um campo unificado a partir do conhecimento dos conceitos que o regulam.

Utopia:

Uma idéia que procura melhorar uma realidade (um “não lugar”, de acordo com sua etimologia).

Valor agregado:

O valor incremental de uma realidade resultante da ação de um agente.

Valor antitético:

É a função verbal de um conceito que obedece à lei de suplementaridade. (Ver suplementaridade.)

Valor apropriado:

É o valor que incorpora um sistema, resultante de sua ação no meio.

Valor central:

É o propósito que tem um conceito visto do ponto de vista lógico.

Valor homeostático:

É a função adverbial que tem um conceito que limita a ação do valor antitético evitando que se modifique o conceito. (Ver complementaridade.)

Verdade:

Toda situação onde a realidade funcional e a percepção da mesma confluem. De um ponto de vista transcendental a verdade representa o absoluto onde só existe a conjunção “e”.

Vocação:

A identidade de um indivíduo para realizar um plano de vida que pôde fazer cons-ciente.

Zona de credibilidade:

É a percepção que tem um participante da realidade de um conceito funcional.

Zona de funcionalidade:

É a descrição do funcionamento de um conceito intrínseco.

Zona de instabilidade:

É o lugar onde se desestabiliza a estrutura funcional de um conceito. Há duas zonas de instabilidade:

a) A do ponto de utopia, onde chega ao absoluto e desaparece.

b) A da situação em que a credibilidade ou funcionalidade deixa de ser tal por carecer da energia suficiente.

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