Enquadramento

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Enquadramento para a abordagem Unicista de problemas complexos

A abordagem Unicista de problemas complexos procura apreender estes problemas em sua unicidade, para logo estruturá-los como problemas simples com o fim de que possam ser manejados pelo homem comum.

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Este processo precisa um enquadramento muito estrito já que leva ao homem ao limite de sua capacidade para apreender a complexidade e logo transformá-la em simplicidade.

O enquadramento

O objetivo do enquadramento é estabelecer as condições necessárias para que o indivíduo possa se responder a pergunta: O que é?

A Fundamentação

Como condição prévia a qualquer enfoque no campo da complexidade se requer um profundo respeito pela fundamentação aplicada. Se um indivíduo não tem estruturada em sua pessoa a ética da fundamentação não tem possibilidades de abordar realidades complexas.

A busca da fundamentação é o propósito que tem a investigação de realidades complexas. Isto implica naturalmente que só as pessoas às quais lhes é natural fundamentar possam dedicar-se a abordar problemas complexos.

A solidão “de poder”

A abordagem da complexidade requer que uma pessoa introjete uma realidade, ou seja que a possa replicar dentro de si mesma. Para isto precisa estar sozinha. Unicamente em solidão se pode chegar a apreender a realidade como um tudo.

Mas esta solidão implica ter o poder para apreender a realidade complexa sobre a que se busca influir. Só quando se puder introjetar a realidade vai se poder começar a participar em grupo para formular a realidade complexa como simples.

Quando se busca apreender a realidade complexa em forma grupal se precisa gerar este mesmo enquadramento para os membros do grupo.

O enquadramento físico

Para acessar à abordagem unicista da complexidade é preciso estar sozinho. Necessita-se um contexto físico de solidão para que a pessoa possa integrar-se com o problema em uma unidade. O enquadramento físico condiciona esta solidão. Quando o enquadramento não está, aumenta a dificuldade para abordar problemas complexos.

O tempo cronológico e o tempo interno

Necessita-se muito tempo para abordar problemas complexos. O tempo que determina o êxito é o tempo interno. A pessoa precisa estar em harmonia com o meio. Isto só acontece quando a pessoa está preparada. O tempo cronológico precisa se adaptar ao tempo interno, já que este não pode se adaptar ao cronológico.

Manter a reflexão na realidade particular

Para abordar um sistema complexo se requer um grande consumo de energia para poder inter-relacionar e integrar o campo unificado.

Chegar à essência de um problema complexo implica manter a focalização nesse campo particular até que o indivíduo tenha chegado a apreendê-lo. Se a energia se dispersa não é possível chegar a integrar o sistema complexo.

Os demais têm razão

Para abordar um problema complexo se precisa partir do suposto de que tudo o que afirmam as pessoas que têm autoridade no campo é válido. Para isto se precisa encontrar o ponto de vista do qual se cumpre esta condição.

Requisito para isso é que não pode participar da solução de um problema complexo quem não tenha autoridade no campo.

Os conhecimentos seguros

Há abordagens intuitivas de realidades complexas. A abordagem unicista inclui a intuição como caminho para perceber os propósitos implícitos em uma realidade, mas parte de conhecimentos seguros.

Por isto o conhecimento seguro que apóia a abordagem de uma realidade tem que ser preexistente ou em caso de não ser preexistente deve ser adquirido antes de enfrentar a complexidade. O conhecimento é seguro quando se têm cobertos todos os níveis de fundamentação. Quando isso não acontece, o conhecimento é mais ou menos confiável.

A prova piloto inicial

Antes de pretender apreender um problema complexo é preciso ter feito uma prova piloto real. Esta prova piloto estabelece o ponto de partida para apreender a realidade a partir de uma vivência.

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