A abordagem unicista
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A abordagem unicista
A abordagem unicista permite resolver problemas complexos através do desenvolvimento de abordagens conceituais que descrevem a natureza (ontologia) das coisas. Estão apoiadas em mais de 1200 estruturas conceituais investigadas que compreendem:
- O institucional (empresas)
- O cultural (cenários país e global)
- A investigação de sistemas complexos
- A ontologia da aprendizagem
- O individual (desenvolvimento da pessoa)
Para isso integra a abordagem da complexidade com uma abordagem antropológica e uma abordagem ontológica.
Abordagem Unicista da Complexidade
A abordagem Unicista permite transformar problemas complexos em soluções simples e estas soluções simples em ações fáceis para ser levadas a cabo pelos homens.
Definimos sistema complexo àquele que é aberto e determina a funcionalidade de um campo unificado através da conjunção de objetos e/ou subsistemas.
Um sistema complexo tem as seguintes características:
1) É aberto, vale dizer que a energia flui para e desde o sistema.
2) Os limites exteriores do campo unificado, a globalidade, funcionam como os de conjuntos difusos.
3) A funcionalidade está determinada pela “conjunção” de elementos que se influem entre si gerando “loops” de relações causa-efeito.
4) Não existe a disjunção em um sistema complexo.
5) A soma dos resultados dos subsistemas não é o resultado do sistema complexo total.
6) As relações entre os subsistemas não são lineares, mas sim obedecem às leis da dupla dialética (propósito – antítese /propósito – homeostase).
7) Os sistemas complexos geram sua própria transformação da energia a partir da energia própria e da que tiram do meio.
8) Os sistemas complexos estão compostos por subsistemas que também estão compostos por outros subsistemas, até chegar ao nível de descrição funcional ao cumprimento de seu propósito.
9) Os sistemas complexos não podem ser observados do exterior. O observador é parte do sistema.
A Teoria Unicista de Evolução, a Lógica Unicista e a Lógica das Falácias e dos Anticonceitos possibilitaram a construção de modelos conceituais e a operação dos sistemas complexos.
O social, o econômico, o político, o cultural, o management, o marketing, a estratégia (de país, institucional, individual), a aprendizagem, a melhora contínua, o manejo de relações pessoais, são só alguns exemplos de sistemas complexos.
Transformá-los em simples é fazê-los operáveis em forma unívoca, com relações causa-efeito que permitam influir no meio em que se atua. É transformar estratégia de abordagem, que por definição é um sistema complexo, em tática de operação.
Fazê-los fáceis é fazer que esta tática se materialize em ações definidas em uma linguagem que todos os participantes possam entender e com ferramentas que todos possam usar. Mas em sua essência os problemas seguem sendo complexos embora se opere com soluções simples.
O que é a Antropologia Unicista?
A Antropologia Unicista é o estudo científico do comportamento do ser humano e a análise estrutural de seus atos para prognosticar sua evolução. É a abordagem ontológica da antropologia.
Investiga a evolução do homem como espécie, e como indivíduo, assim como a evolução de suas instituições. Estuda ao homem, sua ação e sua transcendência como um “campo unificado”. Sua ferramenta principal é a aplicação da teoria unicista de evolução, a lógica Unicista, e as leis de evolução de indivíduos, instituições e culturas.
Investiga os conceitos intrínsecos e extrínsecos que operam como “drivers” de culturas e de indivíduos para utilizá-los como base para a descrição causal-conceitual de uma realidade para poder prognosticá-la.
Estrutura conceitualmente os tabus, mitos e utopias que influem na ação do homem. Seu objetivo principal é prognosticar as condutas de indivíduos, instituições e culturas, para influir basicamente em sua evolução, a partir de:
- Os inconscientes coletivos
- As ideologias
- As estruturas econômicas
- A propriedade
- A transcendência
- Os tabus
- As utopias
- Os mitos
- As éticas
- A comunidade
- O capital social
- A cooperação
- Estruturas de negócios
- Estruturas de governos
- Estrutura de Estado
- A liderança
- A marginalidade
- O poder
- O prazer
- A alimentação
- As ferramentas
- A comunicação
- As linguagens
- A tecnologia
- O trabalho
- O conhecimento
- A moeda
- O dinheiro
- O valor agregado
- O valor apropriado
- As idéias
- As ações
- Os conflitos
- A competitividade
- As guerras
- Estruturas sociais
- A Globalização
- O sexo
- Os bens
- O uso do tempo
- A família
- A saúde
- A arte
- A estética
- A vestimenta
O resultado de um estudo antropológico Unicista, é o cenário presente e o cenário futuro esperável de uma situação e os conceitos que o descrevem. Pode ser um cenário cultural, institucional ou individual, ou sua integração.
Ontologia Unicista
A ontologia Unicista descreve a natureza das idéias, os fatos, os sujeitos e as coisas desde seus aspectos essenciais, causais ou funcionais (operativos). No curto ou longo prazo as ações dos seres vivos são consistentes com sua natureza.
A ontologia Unicista elimina as barreiras existentes entre a filosofia, a ciência e a ação, definindo conceitos que integram estas três abordagens que em realidade são simples arbítrios humanos.
A abordagem de sistemas complexos exige o conhecimento de sua ontologia. A ontologia de um sistema complexo, visto desde sua funcionalidade, é uma sozinha. Não existem diferentes ontologias de uma realidade funcional, a ontologia é única.
Conhecendo a ontologia de um sistema complexo este sistema se faz razoável, compreensível e comprovável, e assim pode ser operado em termos científicos e operativos.
A ontologia Unicista se materializa na descrição de conceitos que, de acordo com seu nível descrevem diferentes níveis de profundidade. Nos seres vivos os conceitos que definem sua natureza estão incluídos em seu sistema biológico.
Nos elementos externos, os conceitos são extrínsecos e portanto estão “depositados” pelos homens. Quando se chega a sua ontologia, descrevem as funcionalidades mais primitivas do homem e por isso não mudam senão que somente evoluem.
Os conceitos operativos descrevem os aspectos funcionais de uma realidade. Os conceitos funcionais descrevem as taxonomias causais de uma realidade Os conceitos essenciais descrevem sua essência em sua forma de unicidade.
A investigação ontológica requer de um nível de abstração muito alto:
A investigação de aspectos racionais se faz desde a própria razão. A investigação de aspectos emocionais se faz desde as próprias emoções. A investigação de aspectos ontológicos se faz através de um processo de reflexão.
A “falsação” das hipótese que surgem de qualquer destas três investigações se faz com fatos na realidade.
A ontologia Unicista é o elemento integrador da abordagem Unicista. Integra o propósito, que é a solução de um problema complexo (sistema complexo), com a ação humana (antropologia Unicista) que busca influir no contexto.
Os sistemas complexos são sistemas abertos que determinam a funcionalidade de um campo unificado através da conjunção de objetos e/ou subsistemas.
A antropologia Unicista é a abordagem ontológica da antropologia. Integra o comportamento humano tanto em seus aspectos individuais como sociais e é o motor que ativa o manejo conceitual do homem na realidade.
A ontologia é pois, uma abordagem que subjaze à investigação das estruturas conceituais que permitem manejar os problemas complexos.
